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Turmalina Paraiba

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17/07/2020

Essas turmalinas com cobre da Mina da Batalha, no Estado da Paraíba no Brasil, são pequenas, raras e preciosas.

Suas cores espirituosas de turquesa a verde não são encontradas em nenhuma outra pedra preciosa do mundo. A exclusividade desse achado lendário torna essas gemas raras verdadeiros tesouros.

Paraíba – a palavra fascina o conhecedor, pois é o nome de uma gema com tons de azul a verde de extraordinária vivacidade. Só foi descoberto muito recentemente, ou seja, nos anos 1980. O mundo tem um homem e sua crença inabalável a agradecer pela descoberta desta pedra preciosa única: Heitor Dimas Barbosa. Incansavelmente, ele e seus assistentes passaram anos cavando nas galerias de pegmatitas de alguns modestos morros do Estado da Paraíba.

Heitor Dimas Barbosa era mais do que um buscador de pedras preciosas: e além disso nem procurava nada cuja existência já tivesse sido comprovada. O homem estava absolutamente convencido de que em algum lugar sob o ‘morro da Paraíba’ – hoje famoso – iria encontrar algo ‘completamente diferente’. E ele estava certo. Em 1981, ele começou com os primeiros preparativos para escavações em uma antiga e dilapidada mina a céu aberto.

Ele tinha perfurado um buraco profundo após o outro no solo duro – sem sucesso. Mas de repente, cinco anos e meio após o corte da primeira pá, os primeiros sinais de uma turmalina se manifestaram no emaranhado de galerias, poços e túneis. Finalmente, no outono de 1989, um punhado dos melhores cristais de turmalina foi trazido à luz do dia de uma das muitas galerias – em cores com as quais as pessoas até agora só podiam sonhar. Infelizmente, justamente naquela época, de todos os tempos, o ‘pai das turmalinas paraibanas’ estava ocupado se recuperando de uma doença e não pôde comparecer à mina.

Na verdade, os cristais brutos foram vendidos sem que ele os tivesse visto! Quando a notícia da descoberta se espalhou, houve um período de atividade frenética na mina. Por mais cinco anos, a agora famosa colina, com apenas 400 metros de comprimento, 200 metros de largura e 65 metros de altura, foi penteada e até arrasada em alguns lugares. Mas foi tudo por nada. Agora dificilmente há qualquer expectativa de que novas descobertas sejam feitas.

É o cobre que faz a diferença

O Brasil é o país clássico das turmalinas. Os membros deste esplêndido grupo de pedras preciosas vêm em praticamente todas as cores do arco-íris. Por muito tempo, porém, faltou uma turquesa radiante – isto é, até a descoberta daquele precioso depósito na Paraíba.

Normalmente, ferro, manganês, cromo e vanádio são os elementos responsáveis ​​pela bela coloração das turmalinas. A turmalina paraibana é diferente: deve sua cor esplêndida ao cobre, elemento nunca antes observado em uma turmalina. Na verdade, uma boa parte de seu peso consiste em cobre. Mas os cientistas descobriram que muitas vezes também contém manganês.

Na turmalina paraibana, a interação entre esses dois elementos dá origem a uma variedade de cores fascinantemente belas: verde esmeralda, turquesa a azul celeste, azul safira, índigo, violeta-azulado e roxo. Certas proporções na mistura de cobre e manganês também podem resultar em tons de cinza claro a azul-violeta.

O cobre em altas concentrações é responsável pelos tão cobiçados tons radiantes de azul, turquesa e verde, enquanto os tons violáceos e vermelhos são causados ​​pelo manganês. Por meio da técnica de queima, cortadores experientes podem eliminar os componentes de cor vermelha, resultando em apenas uma cor de cobre puro.

No entanto, a extraordinária vivacidade das turmalinas paraibanas não se revela até que a pedra seja cortada. Facetados, eles cintilam um “fogo” realmente incomum e parecem brilhar intensamente mesmo quando há pouca luz. É por isso que sua cor é frequentemente chamada de “elétrica” ​​ou “neon”. A aura desses tesouros da Natureza é fresca e animada ao mesmo tempo.

O ‘azul-piscina’ de uma turmalina paraibana brilha positivamente de vivacidade, e você não precisa ser especialista para vê-lo.

As turmalinas paraibanas são quase sempre muito pequenas, visto que os belos cristais cupríferos de turmalina da ‘colina nobre’ da Paraíba eram quase todos fragmentos quando foram descobertos. Pedras brutas maiores com um peso de mais de 5 gramas que não tinham rachado eram raras, e apenas muito poucos cristais tinham um peso superior a 20 gramas.

Por essa razão, é muito improvável que você encontre uma grande turmalina Paraíba em uma joalheria ou joalheria – muito além do fato de que poucos comerciantes especializados realmente oferecem esta raridade de gema altamente estimada.

O mundo das gemas ficou cativado desde o início pela beleza e cores vivas das turmalinas paraibanas. Em nenhum momento eles alcançaram grande popularidade e hoje estão entre as gemas mais procuradas e mais caras do mundo. Os preços continuam subindo e já atingiram um nível que, antes, não parecia realista para uma turmalina. Os preços de cinco dígitos por quilate não são de forma alguma excepcionais para espécimes grandes e finos da Paraíba.

Em muito pouco tempo, o mercado absorveu positivamente a modesta oferta de pedras brutas, o que é perfeitamente compreensível, uma vez que a Natureza havia criado uma gema ímpar em termos de cor e luminosidade. E sem a visão de Heitor Dimas Barbosa de encontrar algo ‘completamente diferente’, provavelmente nem saberíamos disso.

A Paraíba também está na África?

A rigor, teria sido o fim da história paraibana. Mas a natureza tem uma surpresa estranha na manga. Desde o início de 2001, a história entrou em sua sequência, embora seja ambientada em uma parte diferente do mundo. Naquele ano, surgiram repentinamente no mercado algumas turmalinas verde-azuladas da Nigéria reluzentes, como as que até então só vinham da Paraíba.

Foi uma verdadeira sensação: assim como as turmalinas paraibanas, não revelaram sua verdadeira beleza até serem submetidas a um cuidadoso processo de queima. É verdade que suas cores são, em geral, um pouco mais claras, mas a diferença é tanta que o leigo dificilmente notará. Até os cientistas têm um trabalho árduo para encontrar características pelas quais se possa dizer a diferença entre as turmalinas da Paraíba e as turmalinas de cobre da África, pois a química dos dois tipos também é idêntica. Ambos obtêm suas belas cores do cobre e do manganês.

Então, como isso é possível? A Paraíba agora também está na África? Claro que não. Mas este exemplo de uma das pedras preciosas mais preciosas do mundo ilustra para nós algumas das evidências da deriva continental. Para chegar à explicação, o que temos que fazer é pegar um atlas mundial e dar uma olhada nos contornos do continente sul-americano e da África. Se, em nossos pensamentos, mudarmos o litoral da América do Sul para o leste, descobriremos que ele se encaixa na costa oeste da África como uma peça de um quebra-cabeça.

A Nigéria se aninha bem no nordeste do Brasil. Assim, podemos supor que as turmalinas de cobre radiante da Nigéria surgiram nas mesmas condições que as da Paraíba, numa época anterior à separação do antigo continente. É por isso que é tão difícil distinguir um do outro? Este continua sendo um dos grandes enigmas do fascinante mundo das pedras preciosas.

Os amantes de pedras preciosas, no entanto, simplesmente se alegram com o fato de existirem no mercado turmalinas da África em um animado azul-esverdeado, como alternativa às lendárias turmalinas paraibanas.

Fonte: International Colored Gemstone Association

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